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Jardinagem natural - Compostagem

 

Tudo o que precisa saber sobre compostagem

01. Introdução 

Cortar a relva, aparar árvores ou sebes produzem sempre um importante volume de resíduos. É possível deixá-los amontoados e aguardar que a natureza faça o seu trabalho. Mas isso requer espaço e paciência porque os ramos demoram vários meses para se decompor completamente.

·    Compostagem (Passo 2)
·    Resíduos para a compostagem (Passo 3)
·    Compostor (Passo 4)
·    Arte de compostagem (Passo 5)
·    Mulching (Passo 6)

02. Compostagem 

A compostagem é, para o solo, a arte de bem acomodar os restos. Realizar o seu composto apresenta várias vantagens. Por um lado, reduz-se o volume de resíduos domésticos para recolha, e por outro, fertiliza-se o jardim.

O composto é uma mistura de matérias orgânicas "digeridas" por microrganismos, vermes e outros seres vivos do solo na presença de água e oxigénio. O resultado é um produto semelhante ao do húmus que cria um corretivo muito útil na agricultura para manter o solo fértil e saudável.

O aspeto do composto é homogéneo, a sua cor é escura e exala um agradável aroma de floresta. Pode ser incorporado em camadas finas no solo ou em terriço como suporte de cultivo, após ter sido misturado com terra.

Consoante os cultivos, a dose anual a proporcionar ao solo varia entre 1 a 5 kg/m². 

03. Resíduos para a compostagem 

Cozinha
As cascas e  folhas dos vegetais, restos de carne, borra de café, saquinhos de chá, cascas de ovo.
Assim como papel, jornal e papel de cozinha usado.

Jardim
Os restos de relva, folhas e flores secas, ervas daninhas e frutos atacados por pássaros.
Sem esquecer as aparas da trituradora (ver abaixo).


A evitar
Os ramos, os restos de poda das roseiras ou das árvores de fruto, as agulhas de pinheiro e as folhagens duras (louros, rododendros, magnólias).
As folhas de vegetais doentes, os resíduos de pão que criam bolor e o serrim.
As ervas daninhas que se enraízam facilmente (grama, campainha) ou com sementes maduras. Com efeito, todas as sementes das plantas indesejáveis conservem-se muito bem no composto.

04. Compostor 

Compostor
Realiza-se um composto num compostor recetáculo de 400 litros ou mais. Temos o hábito de calcular um volume de cerca de um metro cúbico para 100 m² de jardim. Vários materiais estão disponíveis no comércio, em madeira, plástico ou rede metálica.
Todos permitem criar, em poucas semanas, um excelente composto.
Dois a três recipientes podem ser interessantes para absorver o volume de resíduos, gerir as várias fases de maturação e ter uma reserva.


Fabricar um silo em madeira
É possível recuperar paletas em madeira ou juntar tábuas ou toros, preservando entre eles um a dois centímetros de espaço para a ventilação. A face frontal amovível facilita a retirada do composto. Colocar uma tampa sobre o conjunto.


Fabricar um silo em rede metálica
Uma rede metálica de malha quadriculada de um metro de altura é colocada em círculo. O diâmetro é em função do volume a tratar. Para 200 litros, o diâmetro será de 50 cm. Na face interna da rede metálica, colocar uma folha de plástico preto ou uma tela perfurada.

05. Arte da Compostagem 

A compostagem é fácil de realizar. Colocar de preferência os recipientes numa parte semissombreada ou à sombra do jardim, ao abrigo do vento. A compostagem deve ser realizada diretamente no solo para facilitar a colonização dos diversos organismos, vermes e outros insetos. Estender palha ou raminhos entre o solo e o composto sobre uma dezena de centímetros de altura para favorecer a ventilação.

Os resíduos são introduzidos no compostor cujas paredes perfuradas deixam circular o ar. O carregamento efetua-se pela parte superior, em camadas sucessivas.

Os diferentes resíduos secos e húmidos são bem misturados para preservar o equilíbrio entre os aditivos carbonados e os aditivos azotados.

Por resíduos carbonados, entende-se os restos de poda, ramos, palha, cascas, folhas mortas, lascas de madeira, ervas secas, papel de jornal e papel de cozinha usado.

Os resíduos azotados são pelo contrário ricos em água; são os resíduos de cozinha, erva cortada, rebentos verdes, restos de refeição...

O rácio correto é de 20% de carbono, 80% de azoto.

Tudo deve ser bem humedecido para começar (um regador de 10 litros é suficiente), mas nunca comprimido e nunca encharcado. A qualidade do composto resulta de uma mistura regular que evita o apodrecimento (e os maus odores) favorecendo ao mesmo tempo a ventilação.

No interior, os microrganismos atacam-se aos resíduos da mesma forma que na natureza.

O calor gerado pelo processo de decomposição acelera o fenómeno. A compostagem faz-se sozinha!

É possível enriquecer o composto com elementos orgânicos ou minerais: pó de chifre, de rocha ou de algas marinhas, farinha de ossos, guano, cinzas de madeira (em pequenas quantidades)...

Também pode apressar o fenómeno de decomposição adicionando cada 20 cm de espessura um acelerador natural: estrume, húmus da floresta, decocção de urtigas, dente-de-leão, cavalinha ou camomila.

Depois de algumas semanas, introduzir lombrigas encontradas no jardim.

Consoante as estações, é necessário entre 4 a 10 meses para o composto ficar disponível, a duração varia em função da natureza dos resíduos.

06. Mulching 

Do que é que se trata?

A técnica consiste em triturar o mais fino possível as aparas de relva.

Uma lâmina específica mantém a erva cortada em suspensão debaixo do cárter do corta-relvas de modo a que ela seja picada várias vezes. Deixadas no solo, as aparas decompõem-se lentamente para enriquecer o solo em matérias orgânicas.

Em contrapartida, é necessário passar o escarificador quatro vezes por ano em vez de duas, de forma a eliminar a feltragem que é formada e arejar o solo.

Muitos corta-relvas oferecem atualmente um kit mulching que torna a máquina polivalente.

Esta técnica é eficaz se intervir quando o relvado não está demasiado alto, nem demasiado denso. Supõe passar o corta-relvas duas ou três vezes por semana em período de crescimento.