Eclipse solar de 2026: onde ver e o que levar
Descubra quando e onde ver o eclipse solar de 2026 emPortugal, como proteger os olhos e o que levar para aproveitar o fenómeno emsegurança.
O essencial em 20 segundos
- Quando: 12 de agosto de 2026, ao final da tarde.
- Em Lisboa: início por volta das 18h39, máximo às 19h36, fim perto das 20h29, com cerca de 95% do Sol coberto.
- Onde é total: apenas numa faixa mínima do nordeste, na zona do Parque Natural de Montesinho. Bragança e chega perto dos 99,8%.
- O que é indispensável: óculos de observação solar com a norma ISO 12312-2. Óculos de sol não protegem.
A 12 de agosto, ao final da tarde, a Lua vai tapar quase todo o Sol sobre Portugal.
Em Lisboa começa por volta das 18h39, chega ao máximo às 19h36 com cerca de 95% do disco solar coberto, e ainda vai a meio quando o Sol se põe.
Entre ver isto encostado ao carro, a espremer os olhos contra a luz, e ver isto sentado, com a família, cesto ao lado e óculos certificados, vai meia hora de preparação.
Este guia trata dessa meia hora!
Quando acontece o eclipse solar de 12 de agosto
O eclipse arranca ao final da tarde e dura cerca de duas horas. Os primeiros minutos passam quase despercebidos: a Lua morde uma pequena parte do Sol e a luz continua igual.
A partir das 19h00 a diferença começa a notar-se, a temperatura desce ligeiramente, as sombras ficam mais nítidas e a luz muda para um tom acobreado. O máximo chega às 19h36.
Depois disso o Sol desce ainda parcialmente coberto, o que dá uma imagem invulgar: um poente com o disco solar mordido.
Confirme os horários para a sua zona, porque variam alguns minutos de norte para sul.
Fonte dos horários: NASA, eclipse solar total de 12 de agosto de 2026
Onde ver o eclipse em Portugal
A faixa de totalidade, aquela onde o Sol fica completamente tapado, entra em Portugal por muito pouco: apenas uma zona mínima no nordeste, na área do Parque Natural de Montesinho. Bragança fica muito perto, com cerca de 99,8% do Sol coberto. No resto do país o eclipse é parcial, mas bastante profundo.
Para escolher o sítio, o critério é simples: precisa de horizonte desimpedido a oeste e noroeste, porque ao final da tarde o Sol já está baixo. Um terraço, um jardim, uma praia virada a poente, um parque num ponto alto ou uma zona de campismo servem bem.
Se pensa subir ao nordeste, conte com muita gente a fazer o mesmo. Vá cedo, veja a meteorologia na véspera e confirme se há restrições de acesso ou trânsito no local escolhido. A programação e as atividades organizadas pelo país estão reunidas na plataforma Eclipse 2026.
Óculos para ver o eclipse: o único item que não se improvisa
Para olhar diretamente para o Sol existe um único tipo de equipamento adequado: óculos de observação solar que cumpram a norma ISO 12312-2. São filtros feitos exatamente para isto, tão escuros que, com eles postos dentro de casa, praticamente não vê nada. Esse é o teste mais simples que pode fazer: se consegue distinguir os móveis da sala, não são óculos de eclipse.
O que não serve, por muito escuro que pareça: óculos de sol, mesmo os de categoria 4, lentes polarizadas, óculos escuros de proteção laboral, radiografias, vidros fumados e películas improvisadas. Nenhum destes bloqueia a radiação infravermelha, e a queimadura da retina não dói, o que faz com que o estrago só se perceba horas depois.
Antes de usar, veja se o filtro não está riscado, furado ou vincado. Com crianças, a regra é acompanhamento permanente: os óculos põem-se antes de levantar a cabeça e só saem depois de baixar o olhar.
Se quiser usar binóculos, telescópio ou máquina com teleobjetiva, precisa de um filtro solar próprio colocado à frente da lente, nunca atrás. Sem esse filtro, o equipamento concentra a luz e o dano é imediato.
A checklist para as duas horas de espera
O máximo é às 19h36, mas a parte interessante começa quase uma hora antes e ainda há a descida do Sol depois. São duas horas ao ar livre no fim de uma tarde de agosto, e é aí que a preparação se nota.
Uma cadeira, porque duas horas de pé são duas horas de pé
Se vai sair de casa, escolha uma dobrável e leve, que entre no porta-bagagens sem discussão e se monte num minuto.
As de alumínio são as mais fáceis de carregar.
As de catering dobráveis resolvem o caso de quem precisa de quatro ou cinco de uma vez sem gastar muito.
Se vai ver do seu terraço ou jardim, uma cadeira de madeira dá mais conforto para ficar sentado à espera.
Cesto e geleira, para não sair a correr para o jantar
O eclipse acontece à hora em que normalmente se está a preparar o jantar.
Resolver isso com um cesto de piquenique é bem mais simples do que voltar a casa com fome.
Os kits completos já trazem pratos, copos e talheres, e os que têm compartimento térmico ou geleira mantêm a água e a fruta frescas durante as duas horas.
Uma bateria portátil, porque o telemóvel não aguenta duas horas de vídeo
Entre fotografias, vídeos e o grupo da família a pedir imagens, o telemóvel chega ao máximo do eclipse já a meia bateria.
A River 3 Plus é a mais fácil de levar na mochila.
A Delta 3 Plus carrega vários equipamentos ao mesmo tempo, útil se vão em grupo ou se ficam a dormir no local.
A Delta 3 Max é para quem já usa este tipo de bateria em autocaravana ou campismo prolongado.
Todas servem depois para o resto do verão.
Uma lanterna para o regresso
O Sol põe-se pouco depois do fim do eclipse, por isso a arrumação e o caminho de volta ao carro fazem-se já no escuro.
Uma lanterna de cabeça deixa as mãos livres para dobrar cadeiras e carregar o cesto, e as recarregáveis por USB-C poupam a corrida às pilhas na véspera.
Como fazer um projetor pinhole em 10 minutos
Se ficar sem óculos, ainda pode ver o eclipse sem olhar para o Sol. Um projetor pinhole cria uma imagem do Sol numa superfície branca e faz-se com material que já tem em casa.
- Corte um retângulo de cartão grosso e faça um furo de cerca de um centímetro ao centro.
- Tape o furo com um pedaço de folha de alumínio e fixe-o com fita adesiva.
- Com um alfinete, faça um furo minúsculo no alumínio. Quanto menor o furo, mais nítida a imagem.
- De costas para o Sol, segure o cartão acima do ombro e coloque uma folha branca a cerca de meio metro à frente, no chão. A imagem do Sol aparece na folha, já com a mordida da Lua.
- Afaste a folha para uma imagem maior, aproxime-a para uma imagem mais nítida.
Nunca olhe através do furo. O pinhole serve para projetar, não para observar.E se não quiser trabalho nenhum: uma escumadeira, um coador ou um ralo funcionam da mesma maneira.
Segure-os ao sol e vão projetar dezenas de pequenos crescentes no chão. A sombra das árvores faz isso sozinha, e é uma das imagens mais bonitas do dia.
Fotografar o eclipse sem estragar o telemóvel
Apontar a câmara do telemóvel diretamente ao Sol durante muito tempo pode danificar o sensor. A solução é a mesma que usa para os olhos: encoste um dos óculos de eclipse à frente da lente e fotografe através dele.
Três conselhos práticos:
- Desligue o HDR e o modo automático, que tentam compensar a luz e transformam o Sol numa bola branca.
- Não force o zoom digital, porque a imagem desfaz-se.
- Apoie o telemóvel numa superfície ou num tripé, já que ao final da tarde a luz é fraca.
E a sugestão que dá as melhores fotografias: não fotografe só o Sol. Fotografe as pessoas com os óculos postos, a luz acobreada nas paredes e os crescentes que a sombra das árvores desenha no chão. É isso que se percebe numa imagem. O Sol sozinho fica igual em todas!
Perguntas frequentes
A que horas é o eclipse solar de 12 de agosto?
- Em Lisboa começa por volta das 18h39, atinge o máximo às 19h36 e termina perto das 20h29. Os horários variam alguns minutos consoante a zona do país.
O eclipse vai ser total em Portugal?
- Só numa faixa mínima do nordeste, na zona do Parque Natural de Montesinho. Bragança chega a cerca de 99,8% e o resto do país vê um eclipse parcial, com cerca de 95% em Lisboa.
Posso usar óculos de sol para ver o eclipse?
- Não. Nem os mais escuros, nem os polarizados, nem dois pares sobrepostos. Só filtros com a norma ISO 12312-2 protegem a retina da radiação infravermelha.
Posso fotografar o eclipse com o telemóvel?
- Sim, colocando um filtro à frente da lente. Os próprios óculos de eclipse servem. Sem filtro, arrisca danificar o sensor da câmara.
As crianças podem ver o eclipse?
- Podem, com óculos certificados e sempre acompanhadas por um adulto. A queimadura da retina não dói, por isso não há sinal de aviso e a supervisão tem de ser constante. O projetor pinhole é a alternativa mais segura para os mais pequenos.
E se estiver nublado?
- Com nuvens finas ainda se consegue ver algo. Com céu fechado, o eclipse nota-se pela mudança de luz e pela descida de temperatura, mas o pinhole não funciona sem sol direto. Vale a pena ver a previsão na véspera e ter um plano alternativo.
O eclipse dura pouco mais de duas horas e não se repete no verão seguinte. Uma cadeira, um cesto e um par de óculos certificados fazem a diferença entre assistir e aproveitar.
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