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Como pintar madeiras em interiores

Tutorial

1. Ferramentas

 

Escova de bronze

 

 

Espátula para alisar

 

 

Esponja

 

 

Trinchas

 

 

Espátula de pintor

 

 

Óculos

 

 

Lixadora orbital

 

 

Bloco para lixar

 

     

 

Luvas

 

 

2. Materiais

 

Massa para madeira

 

 

Tinta

 

 

Cera

 

 

Decapante

 

 

Sabão PH neutro

 

 

Tapa-poros

 

 

Folhas de lixa

 

 

Dissolvente

 

 

3. Cor e acabamentos

A escolha da cor tem algumas regras. É claro que pode escolhê-la à vontade: não tem qualquer incidência porque um suporte bem preparado permite pintá-lo novamente quando estiver cansado dessa cor.

Um método útil para escolher uma cor é o seguinte:

- Observar as cores dominantes na habitação e verificar quais são as cores mais próximas delas na roda das cores.

 

 

- Analisar a importância que deseja proporcionar ao objeto a pintar. Ou seja, se quer destacá-lo ou, pelo contrário, combiná-lo às cores já existentes na habitação.

- As cores primárias são o amarelo, o azul e o vermelho. Durante o processo de escolha, ter em conta que uma cor mais clara ou uma cor primária mais pura (mais saturada) destacam-se mais aos olhos do que as cores mais escuras .

 

 

- Se a superfície a pintar for grande como, por exemplo, as portas de um armário embutido, ponderar no momento da escolha da cor se quer que esta ajude a potenciar a luminosidade da divisão. As superfícies escuras absorvem a luz enquanto as claras refletem-a.

- Após ter tido em conta estes critérios, pode escolher qualquer cor consoante os seus gostos. Se já escolheu a sua cor e não a encontra nas tintas em catálogo, pode encomendá-la na loja junto ao Centro de cor.


Acabamentos

Pode optar entre dois acabamentos básicos:

- As tintas de cobertura que ocultam a superfície da madeira. As principais opções são os esmaltes à base de água e os sintéticos. Nesse grupo também estão as lacas que proporcionam um aspeto mais liso e resistente à superfície.

- Os protetores decorativos ou lasures que tingem a madeira respeitando o aspeto dos veios e dos nós. São tintas que são muito utilizadas no exterior porque permitem a respiração natural da madeira e são especialmente resistentes aos raios solares.

 

 

4. Decapagem

Se a madeira estiver em bom estado, basta lavá-la com água e um sabão suave (por exemplo, o detergente da louça), enxaguá-la cuidadosamente de seguida e deixá-la secar.

Se, pelo contrário, a tinta estiver em mau estado e não estiver satisfeito devido ao acabamento grosseiro ou com gotas, terá que eliminá-la com a ajuda de um decapante. Para tal, seguir estes passos:

1. Com a ajuda de uma trincha de pelos de nylon, aplicar o decapante sobre a superfície de forma generosa.
 

Atenção
Os decapantes são muito corrosivos. Deve trabalhar com luvas e óculos e numa divisão bem ventilada.


2. Quando o produto tiver atuado (é visível porque formam-se borbulhas de tinta sobre o decapante), retirá-lo com uma espátula, tendo cuidado para não riscar a madeira.

 

 

3. Para os lugares mais difíceis, como por exemplo as molduras, utilizar uma escova de bronze utilizando-a com suavidade para não danificar a madeira.

4. Limpar bem os restos de decapante com dissolvente e deixá-lo secar (evapora-se muito rápido).

 

5. Preparação da madeira

A. Madeiras em bom estado

Na madeira nova, aplicar um polimento suave com uma lixa número 00 ou uma lixa impermeável à água número 240.

Numa madeira antiga na qual foi aplicado um decapante, pode também usar o mesmo número de lixa para eliminar os últimos restos de tinta e deixá-la em condições.

Para realizar estas operações, o ideal é ter uma lixadora vibratória. Para além de ir mais depressa, a máquina permite realizar acabamentos mais uniformes. Lixar sempre na direção dos veios.

 

 

Conselho
Para as molduras ou zonas de acesso mais difíceis, utilizar os blocos de lixa. Atuam como uma esponja e por conseguinte adaptam-se muito bem a esse tipo de curvas.

 

B. Madeiras deterioradas

Caso se trate de madeiras antigas com zonas deterioradas, aplicar massa ou cera para madeira. Não esquecer que a madeira deve estar seca, limpa e sem restos de tinta ou gordura.
 

Atenção

Insetos e fungos
Verificar, em particular no caso de madeira antiga, que a madeira não está infetada por insetos xilófagos ou por fungos. A presença de insetos é visível através da presença na superfície de pequenos furos profundos com diferentes diâmetros dos quais se desprende serrim. Se houver fungos, aparecem manchas escuras com bolor.
Em ambos os casos, deve tratar a madeira com produtos específicos antes de pintá-la.


Escolher o produto mais adequado para reparar a madeira em função das condições em que estiver:

- Para imperfeições profundas, utilizar uma massa de preenchimento. Limpar o interior, com a ajuda de um cinzel, para que não fiquem lascas.

Aplicar a massa com uma espátula em camadas não superiores a 1 cm e aguardar a secagem de cada uma antes de aplicar a seguinte.

 

 

- Se forem zonas que devem ser bem reforçadas porque, por exemplo, precisa de aparafusar algo por cima, existem massas epóxi que permitem proporcionar à madeira uma extraordinária dureza e resistência.

- O alisamento das superfícies irregulares pode ser solucionado com a ajuda de uma massa de alisar, que é aplicada com uma espátula seguindo a direção dos veios.

- Se tiver que preencher juntas em zonas sujeitas a muitas dilatações, típicas por exemplo das janelas de madeira antigas, aplicar um selador de juntas. A sua elevada elasticidade evita a formação de novas fendas.

- Os arranhões, ou o fechamento dos orifícios de caruncho depois do seu tratamento, podem também ser resolvidos com barras de cera que são aquecidas com a mão e esfregadas na superfície a tratar.

Se estiver a restaurar a madeira para aplicar-lhe a seguir um protetor, escolher cuidadosamente a cor do produto que vai usar como preenchimento. Em caso de dúvida, escolhê-lo um pouco mais claro do que o original. Para escurecer a superfície pode utilizar rotuladores para retoques. Estes rotuladores também servem para desenhar os veios e os nós nos locais onde a reparação pode ter deteriorado o aspeto natural da madeira.
 

 

Quando a massa estiver bem seca, alisá-la bem com uma lixa número 000 ou uma lixa impermeável número 280. No caso de cera, alisá-la com uma espátula ou com um tampão de algodão.

 

6. Primário

A. Zonas sem pintar

Se não pintar todas as zonas, como por exemplo a traseira dos móveis, aplicar-lhes um tratamento fungicida e inseticida. Esta recomendação é imprescindível quando se trata de madeiras naturais em locais quentes e com elevada humidade.

As madeiras aglomeradas ou aquelas que vão ser revestidas com tintas não transpiráveis, não são sensíveis a este tipo de problemas, mas deve ter em conta o risco que correm as zonas não visíveis (molduras ou blocos de madeira natural em estruturas de madeira aglomerada, etc.). Para resolver esta situação, aplicar duas demãos de tratamento com uma trincha. Realizar o trabalho num local bem arejado.

 

 

B. Protetores decorativos ou lasures

Se quiser aplicar um lasure ou um protetor decorativo, não precisa de aplicar previamente nenhum primário, visto que estes tingem por absorção. No máximo, pode aplicar uma demão prévia de protetor para proporcionar homogeneidade à superfície.


C. Tinta

Para escolher o primário para madeira, ler as indicações da tinta que vai aplicar.

Embora o mais habitual é aconselhar a aplicação de produtos de aderência, também há tintas que se utilizam diretamente em primeiras demãos mais diluídas. Se a recomendação genérica é aplicar um primário de aderência, proceder da forma seguinte:

1. Dar uma demão generosa de primário com uma trincha de pelos de nylon. Vigiar se há zonas que absorvem mais depressa do que outras. Se for o caso, aplicar uma segunda demão de primário para evitar que aconteça o mesmo durante a aplicação da tinta.

2. Lixar a superfície com uma lixa fina (n° 320) até ficar suave. Esta operação contribui a homogeneizar os poros e evita a presença de zonas ásperas de primário seco na superfície.

3. Verificar, durante o polimento com o bloco, que não restam gotas nem zonas irregulares nas molduras que podem produzir retenções da tinta que será aplicada a seguir.

 

 

4. Limpar bem a madeira com uma escova para retirar o pó acumulado pela lixa. Obtém-se também bons resultados com a ajuda de um aspirador.

 

7. Aplicação da tinta

A. Preparação

1. Para a primeira utilização, colocar as trinchas 12 horas submergidas em água para que não larguem pêlo.

Para a tinta, utilizar trinchas com pelos de poliéster. Se aplicar tintas a óleo ou lasures e protetores decorativos, pode usar trinchas com pelos naturais.

2. Preparar com cuidado o local de trabalho.

Não começar a pintar sem ter limpo todos os restos do trabalho de preparação da madeira.

Manter uma boa iluminação que permita ver os detalhes: por vezes é difícil ver um pelo desprendido ou a formação de uma gota.

Procurar superfícies estáveis para apoiar a tinta e os utensílios, e um recipiente adequado para deixar as trinchas mergulhadas no seu dissolvente.

Convém também ter à mão uma pequena esponja para retirar qualquer excesso de tinta (não usar panos que podem deixar fios ou pelos).

3. Separar perfeitamente com fita adesiva as zonas que não são para pintar. Proteger também a mesa de trabalho e o chão.


B. Aplicação

1. Não mergulhar completamente a trincha, apenas três quartos, e deixar escorrer a tinta dos dois lados contra o interior da lata.

 

 

2. Aplicar as demãos de forma regular e verificar que fiquem da mesma intensidade. Não efetuar novas passagens com mais tinta nas zonas já pintadas.

3. Pintar de preferência na direção dos veios da madeira. Nunca começar a pintar locais difíceis, tais como esquinas ou interseções das molduras, com a primeira carga de tinta.

4. Quando pintar zonas com molduras ou cantos, proceder com uma trincha com pouca tinta.

Pintar sempre ao longo das molduras e, se houver zonas mais complicadas, utilizar trinchas mais pequenas que se ajustam melhor aos espaços entre as molduras. Utilizar a esponja ou passar a trincha em seco para resolver o problema das gotas que por vezes se formam nas esquinas.

 

 

5. Respeitar os tempos de secagem. Ao proceder demasiado rápido só pode resultar num acabamento de má qualidade.
 

Conselhos

Manutenção e conservação dos utensílios
- Após ter terminado, limpar os utensílios e as ferramentas com o dissolvente correspondente à tinta, e lavá-los a seguir. É importante lavar as trinchas com água e um detergente suave e enxaguá-las perfeitamente.
- Envolver as trinchas, ainda húmidas, em papel de jornal e atá-las de forma a conservar a sua forma de origem sem dobrar os pelos.
- Se tiver que guardar tinta, fechar cuidadosamente a lata e guardá-la com a tampa para baixo. Evita-se assim a formação de uma película de tinta seca que, ao rompê-la para abrir a lata, mistura-se com a tinta acabando por sujá-la.

 

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